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nas garras de 2009, o ano que não vingou

In querido diário on 31/12/2009 at 2:19 pm

não farei aqui uma dissecação do ano que tá terminando, podem relaxar. só queria esclarecer algumas questões que ficaram meio, sei lá, nebulosas, nesse 2009 estranho.

maluco, por mais que eu tente, não consigo classificar esses últimos 365 dias da década (polemizando). não tô xingando o coitado como a maioria das pessoas (aliás, como todo mundo faz com os coitados dos anos quando essa festa demoníaca do réveillon se aproxima). mas também não quero guardar 2009 num potinho. terá sido um ano murchinho e sem graça na minha vida, amigos?

pro MUNDO tô ligado que foi meio confuso, cheio das tempestades, crise, ok. pro RIO tô ligado que foi um ano fodão. mas aqui em casa foi um ano com alguns sobressaltos e tal, mas, NO GERAL, foi um ano sem carisma, sabe. não teve aquele peso de resumão da década. tudo bem, como li naquela carta d’o esquema.com.br, pra música 2009 serviu como uma prévia pra 2011, assim como 99 (ano mais lindo, fato) foi um prenúncio de 2001. mas voltemos a minha vida.

se é pra reclamar, vou voltar meu foco pra fevereiro, quando perdi a joia mais preciosa: fred, meu cão. saudade é muita, amor, nem se fala. isso aí já valeu como chute nos colhões pro ano inteiro.

mas em junho, fechei um ciclo que me fez reviver em certos aspectos (quase todos): o fim de uma era no jornal do brasil me deixou um legado válido, experiências inesquecíveis e me deu de volta TEMPO pra viver. ah, detalhe: meu último dia lá no rio comprido caiu no mesmo dia da…morte do michael jackson. parabéns a todo o caos envolvido.

e, pra destacar com polegares pro alto, mais um fato: a estabilidade financeira, enfim, chegou de vez na casa dos w. amém, né.

OU SEJA, dois a um pra 2009. ok, contabilizo simbolicamente como empate, porque a perda do fred foi, sem sacanagem, um golpe baixo BEM escroto. mas não vou chorar mais pitangas, não. valeu 2009, tu foi até bróder, mas não VINGOU, sabe. ainda mais sendo um ano ímpar (porque GERAL sabe que os anos ímpares são infinitamente superiores aos anos pares, né).

quem sabe você não deixou toda a expectativa em torno de você pro coleguinha 2010. na torcida.

update: em homenagem a minha queridona mariah, trago mais um ponto positivo de 2009: o ano em que a NATA de 2005/2 da escola de comunicação da ufrj descobriu que se amava, se infiltrando numa festa, mesmo em meio olhares hostis e, no fim, sendo regada com um banho de suor e lágrimas. amigos, demorou quatro anos pra ficha cair, mas, ó, amo vocês.

minha noite de playboy

In querido diário on 11/07/2009 at 5:13 pm

como uma galerinha já sabe, nesse sábado embarquei numa viagem antropológica pela NUTH BARRA. tudo por amor, amizade e carinho a uma amiga. viu como eu sou altruísta, né, mano? óbvio que cobrei um vip pra entrar. mas isso é detalhe.

maluco, estando lá, a parada te envolve de tal forma que é quase IMPOSSÍVEL você entrar num lugar desses e não pedir whisky e red bull pra conquistar as minas. além disso, nunca vi tanta estampa de coqueiros, coroas da Osklen, a palavra ‘ipanema’ e números de futebol americano como nas camisas dos pleibas. Já as gatchinhas, só no cabelão liso, cintão e maquiagem circense.

meus ouvidos reclamaram um pouco, sabe. pelo seguinte: por mais variada que estivesse a trilha (nem tanto assim), qualquer troço que tocasse vinha com uma roupagem…HOUSE. e, como TODO MUNDO sabe, house não é gênero, né. é tortura branda. ou seja: Lady GaGa, Michael Jackson e Black Eyed Peas se tornaram a MESMA coisa. não dava nem pra diferenciar. te-ju-ro.

mas o AUGE da noite rolou quando duas fanchinhas, tadinhas, SUPER discretas, decidiram trocar uns afagos, uns segredinhos ao pé do ouvido…e pronto: DEZ marmanjos ficaram em torno das duas, feito aqueles peixes que nadam atrás dos restos que os tubarões deixam. as lesbinhas tiveram que se retirar, né. senão iam ter que ceder à pressão.

no balançar do balancê, até que dei boas GAGS. inegável também que tenha gente bonita, corpinho tranks e tal…claro, sempre ao lado da cota de gente feia, como em qualquer lugar. mas o momento DELIÇOCA foi pagar dez reais no meu CARTÃO MAGNÉTICO, enquanto marombadinho tava surtando com conta de R$ 970, 00.

Obs: dress code à parte, acho que ninguém tinha visto uma calça skinny e uma blusa com formas geométricas na vida. feliz por ter inovado no meu reduto zonoeste, he he.