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aí foi que o barraco desabou…

In futilidade pública on 05/01/2010 at 9:02 am

não vou ficar aqui debatendo tragédia e tal, até porque, né, o termo FATALIDADE já resume o espírito da coisa. nem pretendo escrever sobre o desastre em ilha grande, mais especificamente lá na pousada bacana. minha opinião, assim, só pra constar: por mais tranks que tenha sido a construção e legalizada e blá, blá, blá, qualquer ser com o mínimo de bom senso acharia não muito recomendável erguer nada embaixo daquela encosta. agora, sem as árvores (ou melhor, sem nada), dá pra ver explicitamente a pista rochosa que ficava (nem tão) escondida. uma pessoa qualquer escorregaria ali. imagina uma pousada.

o foco mais bizarro da história mesmo tá lá no morro da carioca. maluco, não entendo gente que fica SURPRESA com desabamento em favela: construção ilegal, num lugar ilegal e chuva, muita chuva. o mínimo que pode rolar é desabamento, né. quando aparecem as reportagens não dá pra crer em certos lugares onde as pessoas constróem suas casas.

eu sei, você sabe, o mundo sabe que a favelização é a maior culpada por essas tragédias. não adianta botar a culpa em são pedro. que vista a carapuça a prefeitura de angra, negligente com a ocupação surtada dos morros da cidade.

enquanto galerinha não encarar a favelização como a maior mazela urbana vai continuar desabando barraco. ah, e pousadas bacanas também. a diferença é que, provavelmente, quem é dono de pousada bacana tem condições de construir outra. já o dono do barraco…

cagonildos: como evitá-los

In futilidade pública on 29/07/2009 at 10:33 am

geral sabe que, se fosse pra falar do que me irrita NO MUNDO, seriam precisos, sei lá, seis meses pra reflexão. dava uma monografia, garanto pra vocês. até porque, brasil, caiu na minha mão, deu bobeira, vira monografia RISOS. mas, enfim, hoje vou falar dos seres mais desprezíveis da face deste planeta em que vivemos. gente falsa? ATÉ CONVIVO. gente feliz demais? ATÉ SUPORTO. gente antipática? ATÉ ENTENDO. gente reacionária? EU! não, mano, não há nada NO UNIVERSO mais insuportável do que os CAGONILDOS. não sabe quem são esses arremedos de mitose? calmaê.

vou mandar, na real, três características que formam a personalidade do cagonildo. ops, personalidade não: eles nem sabem o que é isso.

1) o primeiro traço característico do cagonildo é a submissão. no trabalho, ele respeita a hierarquia como se fosse um dogma divino. tipo, é capaz de chegar na firma, ouvir do chefe “fica pelado e faz 25 polichinelos” e simplesmente cumprir a ordem. ah, depois até se oferece pra pagar dez (flexões, na maioria das vezes).

2) o segundo step do cagonildo clássico é a incapacidade de odiar os outros.  sabe aquela mala diária, que ninguém suporta e até a própria mãe não deve olhar no focinho? então, o cagonildo será incapaz de falar mal dessa bestialidade. porque os cagonildos são politicamente corretos, ecologicamente conscientes e curtem VÁRIAS GALERAS. eles não têm preconceitos, sabe. o mundo é tão cheio de oportunidades, gente legal, novos amigos. AHAM, vai lá, cagonildo.

3) o terceiro elemento mais comum de um cagonildo é a destreza que ele tem de sempre estar do lado que está ganhando. provavelmente é por interesse, aliás. seja pela chance de ser promovido no emprego, ganhar um afago do chefe, da mãe, do amigo mais bem na fita. o cagonildo pode estar PUTO DA VIDA, mas como ele é CAGONILDO, ele vai estar dançando sempre no ritmo da turma que tá ganhando. você nunca vai saber o que essa criatura pensa sobre o mundo de verdade. a não ser que, curiosamente, você esteja na mesma vibe que ela. o que raramente acontece comigo, aliás. geralmente (amém), sou eu de um lado e os cagonildos do outro.

Essas três dicas básicas servem pra você se afastar dos cagonildos, porque, MALUCO, se tem algo que me irrita é nego sem colhões. de gente burra (que não pensa) o mundo tá cheio OK. pior é gente que pensa, mas, por ser CAGONILDA, bota o galho dentro. e ainda ri.

eu, caçador de mim

In futilidade pública on 01/07/2009 at 5:41 am

eu falei, prometi, profetizei e atrasei. mas tô aqui, então tá valendo. pra quem pensava que o xadrez tinha morrido, aff, ele tá mais vivo que nunca, mano. aliás, VIVÃO como o blogueiro aqui, ex-isaura e, agora, macunaíma feliz.

mas, na semana que eu decidi embarcar nessa vibe vagaba, O MUNDO CAIU. na boa, michael jackson morrer no dia do juízo final no JB foi absurdamente absurdo. era tanta tensão, mas TANTA tensão que nem curti esse meu passaporte pra vida vadia.

como marco dessa nova fase, cheia sem projetos e sem preocupações maiores, quis dar uma reativada no xadrez, sabe. apertei “delete” no passado e carquei o futuro, cheio de incertezas, delírios e babaquices, ou seja, uma DELIÇOCA.

daqui pra frente, menos seriedade, mais acidez, menos profundidade, mais eu, menos os outros e, principalmente, menos encheção de linguiça.

até porque tô desempregado e só posso comprar salsichinha Swift de latinha. aliás, pra embalar esses dias de férias frustradas AMADAS, me despeço com o Melô do @pedrow, na voz do Pensador.

beijo no coração.